Astir*Carr
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Textos
"Na Esperança do Amor que Vem"
"Na Esperança do Amor que Vem"

Ainda que o inverno sopre seus silêncios,
E os galhos nus desenhem solidão,
Te espero — como espera o sol nos lençóis densos
De nuvem — com calor no coração.

Teu nome é semente em minha terra fria,
Promessa de florir quando for hora.
O tempo — jardineiro da alegria —
Já cuida do que nasce sem demora.

Presente ou longe, amor é ponte acesa,
Feita de sonhos, passos e coragem.
Na alma, a tua ausência é só a mesa
Que espera o pão do beijo em viagem.

Talvez amanhã, ou nalgum outro instante,
Na curva do destino, sob a serra,
Tuas mãos encontrem as minhas — vibrantes —
E o inverno se desfaça em nova terra.

Pois creio no que o vento me sussurra:
Que o que é real se faz, mesmo invisível.
O amor, que em mim canta, nunca murmura,
É sol nascente — eterno, irrefreável, incrível.

Astir*Carr
12/6/2025

Astir
Enviado por Astir em 12/06/2025
Alterado em 30/10/2025
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