<<Gratidão Pelos Meus Dias>>
“Gratidão pelos Meus Dias”
Hoje completo 79 outonos.
E não, não peço mais tempo —
agradeço o tempo que tive.
Sou feita de estações inteiras,
não apenas de primaveras.
Carrego no peito os dias bons
e os dias que me ensinaram a ser.
As alegrias me deram riso,
as tristezas, raízes.
As perdas me rasgaram o véu da ilusão, mas me deixaram nua, viva, real.
Não lamento o que passou.
Tive o que era meu.
Amei, errei, esperei…
e mesmo quando tudo parecia deserto, a vida ainda me oferecia um sopro.
Em 2021, toquei o limiar.
Vi o invisível, ouvi o silêncio último…e retornei.
Não por acaso, mas por mistério.
Desde então, cada manhã
é uma bênção sem nome,
cada pôr do sol, uma despedida gentil que não exige promessas.
Hoje, olho para trás com os olhos abertos e para frente com os ombros leves.
Não tenho medo.
O que vir, virá como deve.
Sou grata à vida,
a cada pessoa que cruzou meu caminho,
a cada escolha — até as erradas —
porque me trouxeram até aqui.
E aqui estou:
inteira, apesar das quebras.
Firme, apesar dos ventos.
Doce, apesar das perdas.
Viva. E em paz.
Obrigada, vida!
Por tudo.
Sem exceção.
Astir*Carr
29 de junho de 2025
Astir
Enviado por Astir em 01/07/2025