<< O QUE VEEM MEUS OLHOS>>
“O que veem meus olhos”
Veem o céu abrindo os braços
mesmo quando a chuva desce.
Veem a flor que se despede
e a semente que amanhece.
Veem silêncios que sussurram,
sorrisos por trás da dor,
o aceno de quem parte,
o abraço de quem ficou.
Mas também veem o invisível:
um gesto, um fio de fé,
o milagre do instante calmo,
o perfume que a alma é.
Agradeço por cada cena,
pelo que vejo e não vi —
há beleza no que falta,
há promessas por aí.
E que o meu olhar revele,
ao que em mim quiser morar,
a luz que o outro procura
quando começa a olhar.
Astir*Carr
Julho 2025
Astir
Enviado por Astir em 04/07/2025