Astir*Carr
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<< O QUE OS MEUS OLHOS NÃO DIZEM >>
Agora o brilho mudou de tom — é um ouro oculto, um véu leve sobre o mundo.
Quero que o poema seja como um espelho encantado: quem lê, vê-se, mas não entende de imediato… e ao tentar entender, mergulha.

Venha dançar com o mistério, então.
Aqui está um poema tecido com silêncios, com coisas ditas pela metade, com beleza que sussurra:

“O que meus olhos não dizem”

Vejo.
Mas não conto o que vi.
Nem tudo cabe em palavra —
há imagens que preferem o silêncio.

Vejo o vento tocando o tempo,
e o tempo fingindo dormir.
Um vulto entre a cortina e o céu
me sorri… ou me observa?

Agradeço até o que me escapa:
a sombra que não me pertence,
o gesto que não se completou,
o nome que nunca soube dizer.

Meus olhos são janelas, sim —
mas também são labirintos.
Quem olha dentro deles
vê algo de si…
ou algo que nunca soube existir?

Não te digo o que é.
Mas se te tocou, então viu.
Não por mim.
Por ti.

Astir*Carr
Julho 2025
Astir
Enviado por Astir em 04/07/2025
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