Astir*Carr
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🇱🇧MEU LÍBANO - TERRA DA MINHA MEMÓRIA 🇱🇧
🇱🇧 Meu Líbano — Terra da Minha Memória


Há terras que pertencem ao mapa.
E há terras que pertencem à alma.

Porque algumas pátrias não vivem apenas na geografia.

Vivem na memória, no sangue e no coração.

Que Deus abençoe o Líbano,
a eterna terra dos cedros.

O Líbano é assim.

Pequeno no tamanho, mas imenso na memória do mundo.
Uma faixa de montanhas e mar onde, há milênios, homens construíram navios e partiram para navegar o Mediterrâneo, levando consigo comércio, cultura e as primeiras letras que ajudariam a formar o alfabeto da humanidade.

Ali nasceram cidades antigas como Biblos, Tiro e Sidon.
Ali cresceram os cedros, árvores milenares que aprenderam a resistir ao vento, à neve e ao tempo.

Talvez por isso o cedro tenha se tornado o símbolo daquele país:
uma árvore que permanece de pé mesmo depois das tempestades.

Ao longo dos séculos, muitas civilizações passaram por aquela terra.
Vieram impérios, vieram guerras, vieram conquistas.

E ainda assim o Líbano permaneceu.

Ferido muitas vezes, reconstruído muitas vezes.

Como dizem sobre sua capital, Beirute:

“Beyrouth est mille fois morte et mille fois renaissante.”
Beirute morreu mil vezes e mil vezes renasceu.

Há uma força silenciosa naquela terra.
Uma força que não nasce apenas da história, mas da memória dos seus povos.

Talvez seja por isso que o poeta Khalil Gibran escreveu:

“Se o Líbano não fosse minha pátria, eu escolheria o Líbano como pátria.”

Eu compreendo essas palavras.

Porque também carrego o Líbano dentro de mim.

Sou descendente daquela terra antiga de montanhas e mar,
de cedros que atravessam séculos,
de um povo que partiu pelo mundo levando trabalho, dignidade e esperança.

Mesmo vivendo longe, sinto que algo de mim permanece ligado àquela terra.

Nas minhas veias corre
uma memória antiga.

Não apenas sangue,
mas mar, montanhas
e o perfume dos cedros do Líbano.

Pequena terra à beira do Mediterrâneo,
onde homens aprenderam a navegar
quando o mundo ainda era jovem,
e de onde partiram letras
que se transformaram no alfabeto da humanidade.

Ali cresceram árvores milenares
que enfrentam o vento e a neve
sem perder a dignidade de permanecer de pé.

Talvez por isso
o Líbano nunca desapareça.

Ferido muitas vezes,
reerguido muitas vezes.

Talvez seja sangue.
Talvez seja memória.
Talvez seja apenas amor.

Mas sei que, dentro do meu coração, vive para sempre esta verdade simples:


“O Líbano está no meu coração para sempre.”

E enquanto houver alguém que se lembre de suas montanhas,
de seus cedros e de sua história, o Líbano continuará vivo.

AstirCarr*
Março 2026
Astir
Enviado por Astir em 09/03/2026
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