OS ÚLTIMOS DOCES DO TEMPO
Contei os anos meus, ao fim da estrada,
e vi que o tempo agora é breve lume;
qual doce raro, em último perfume,
a vida pede a essência mais sagrada.
Não quero a voz inútil e cansada
dos vãos salões de orgulho e de ciúme;
prefiro o ser que, em humano costume,
transforma em luz a dor já atravessada.
Desejo andar com almas verdadeiras,
que riem de si mesmas sem disfarces,
e tocam corações de mãos inteiras.
Pois a existência foge em lentas farsas,
e só descobre o amor sem fronteiras
quem vive cada instante como brasa.
Astir*Carr
🌹✨
Inspirada no poema de Mário de Andrade
“Minha Alma Está em Brisa”
13/5/2026
Astir
Enviado por Astir em 13/05/2026