*A ÚLTIMA CARÍCIA*
Hoje pensei
Num rosto que eu queria acarinhar.
Às vezes estendo a mão...
Como se ainda pudesse
Alcançar.
Um olhar cruzou o meu
Sem dizer uma palavra.
Veio um sorriso quase ingênuo,
Que fez nascer na minha alma
Um amor sem despedida.
Teu olhar ficou no meu,
Como a luz do entardecer.
Passam dias, passam anos...
Nunca deixa de viver.
Teu sorriso ainda vem
Quando a saudade me alcança.
Fecho os olhos devagar...
E encontro você
Na lembrança.
Vejo teus olhos serenos
Como naquela manhã.
O tempo vestiu de brumas
Aquele instante
Que nunca se apagou.
Não houve despedida,
Nem palavras de adeus.
Só ficou no meu silêncio
O mais bonito
Dos sonhos meus.
Um vulto que desaparece...
Uma mão estendida...
Uma lágrima sentida
Turva o meu olhar.
Fecho os olhos...
Por um instante...
Quase consigo tocar
A última carícia
Que ficou por dar.
Teu olhar ficou no meu,
Como a luz do entardecer.
Passam dias, passam anos...
Nunca deixa de viver.
Teu sorriso ainda vem
Quando a saudade me alcança.
Fecho os olhos devagar...
E encontro você
Na lembrança.
Hoje pensei...
Num rosto que eu queria acarinhar.
Às vezes estendo a mão...
E a saudade,
Com mãos de brisa,
Guarda para sempre
A última carícia.
Astir*Carr
5/8/2026
Para Cleide Canton, grande poeta sonetista, com minha admiração e amizade
Astir
Enviado por Astir em 08/08/2026