Astir*Carr
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*PRISIONEIROS DO SILÊNCIO*

Há palavras que morrem nos lábios

antes mesmo de alguém escutar,

há desejos guardados no peito

que o silêncio não deixa escapar.

Há silêncios que dizem segredos

que os olhos não sabem esconder,

e há um sonho que chega de noite

só para encontrar você.

Prisioneiros do silêncio,

eu e você, sem confessar,

guardando um amor tão imenso

que não ousa se revelar.

E enquanto a noite nos esconde,

o coração insiste em chamar;

há um nome que a voz não responde,

mas que a alma não pode calar.

E há aqueles que atravessam mares

e deixam em nós um abismo,

onde a alma, em segredo, habita

e o amor calado criou raízes.

Ninguém soube, porque a boca não fala

o que se passa no coração;

a alegria falsa a dor mascara

e faz da ausência uma prisão.

Quantas vezes, cercada de gente,

eu procurei seu olhar sem querer;

quantas vezes sorri simplesmente

para ninguém perceber.

E na hora em que a noite se cala,

quando já não preciso fingir,

é seu nome que a alma pronuncia

sem que a voz se atreva a sair.

Quando partiu, você deixou

algo que eu não soube descrever:

as palavras que não disse,

meus olhos disseram a você.

Prisioneiros do silêncio,

eu e você, sem confessar,

guardando um amor tão imenso

que não ousa se revelar.

E enquanto a noite nos esconde,

o coração insiste em chamar;

há um nome que a voz não responde,

mas que a alma não pode calar.

Astir*Carr

Setembro/2026

Astir
Enviado por Astir em 22/10/2026
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